Do produtor à mesa
Todos os ingredientes vêm de menos de 80km do restaurante
O nordestino que aprendeu a voltar
Tomás Alencar nasceu em Juazeiro do Norte, numa casa onde o café era coado no coador de pano e o feijão cozinhava desde cedo. Cresceu entre o cheiro de coentro e o som das feiras livres — um nordestino formado pela fartura seca e pela riqueza escondida de uma culinária que o mundo ainda não conhecia direito.
Aos 22 anos, mudou-se para São Paulo para estudar gastronomia. Depois foram Lisboa, Copenhagen e uma temporada em restaurantes estrelados pelo mundo. Mas quanto mais longe ia, mais sabia o que queria: voltar. Não apenas ao Nordeste, mas à inteligência culinária que sempre esteve ali, esperando ser vista com os olhos certos.
Em 2019, Tomás abriu o Ôxi em Itacaré com uma proposta simples e radical: cozinhar com o que a terra dá, com a técnica que o mundo ensinou, e com a alma que só o Nordeste tem. Hoje, o Ôxi é o projeto mais honesto da sua vida.
Todos os ingredientes vêm de menos de 80km do restaurante
A sofisticação existe para revelar, nunca para esconder
A culinária nordestina é um patrimônio vivo, não um estereótipo
"Cozinhar é um ato político. Quando você coloca a macaxeira num menu de fine dining, você está dizendo: isso tem valor. Isso é nosso. E é bom."
"O Nordeste já foi o laboratório de seca e resistência. Agora é hora de ser o laboratório da abundância — porque sempre foi abundante, só que pra quem sabia olhar."